segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Ser feliz, por Chantal Féron


Perante uma vista sobre o mar capaz de fazer esquecer a vida a qualquer um, percebi que não basta simplesmente escolher ser feliz…

A vida leva-nos por caminhos imprevistos nos quais raras são as pessoas ou situações que, por se terem fundido tão intensamente aos nossos sentidos, nos fizeram felizes e perduram na memória.
Surgem inesperadamente e até, por vezes, onde não queríamos encontrá-las, como se derivassem de um conjunto de circunstâncias que naquele momento coincidiram com o que ansiávamos, satisfazendo-nos.
Delas ficam a nostalgia, uma procura instintiva de felicidade e alguma angústia por não conseguirmos imprimir-lhes durabilidade.
A felicidade passa a ser uma estranha obsessão irrealista de plenitude, para a qual não conseguimos atribuir uma razão lógica ou uma definição objectiva, como se a necessidade de dar um sentido à vida passasse obrigatoriamente por aceder a uma idealização.
Mas, como a vida não tem apenas um lado positivo, são as ilusões, a imaginação e uma procura constante da felicidade que nos permitem desejar, projectar e concretizar os nossos sonhos.
Talvez a forma de atingir a felicidade passe por deixar de nos atormentarmos com ela ou, por sermos capazes de afastar o que não queremos ver… ou ainda, em deixarmo-nos de fazer promessas impossíveis de realizar ao ponto de elaborarmos uma falsa e inatingível noção de felicidade.

1 comentário:

Star disse...

Eu dividi a felicidade em metas. Metas que são cada dia de vida. Espero que nos últimos dias de vida possa olhar para trás, juntar todas as metas vemcidas e concluir que fui feliz...